Polícia Civil indicia suspeito de assassinar agricultor após briga por terras em Caracaraí
12/06/2026
(Foto: Reprodução) Dione Tavares Cardoso, conhecido como "Nikita", foi encontrado morto em 31 de maio de 2026.
Reprodução
Um jovem de 23 anos foi indiciado por suspeita de assassinar o agricultor Dione Tavares Cardoso, conhecido como "Nikita", na zona rural de Caracaraí, ao Sul de Roraima. O crime ocorreu no dia 31 de maio, no Projeto de Assentamento Arco-Íris. O nome do suspeito não foi divulgado.
Segundo a investigação, uma disputa por terras e ameaças ocorridas semanas antes do homicídio motivaram o crime. O suspeito não foi preso em flagrante e está em liberdade.
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Moradores encontraram o corpo do agricultor nos fundos da casa onde ele morava, na no quilômetro 17 da Vicinal 2. O local do crime apresentava sinais de "extrema violência" antes da execução, de acordo com o delegado titular de Caracaraí, Bruno Gabriel Bezerra Costa.
“A residência estava completamente revirada, havia muito sangue espalhado pelo piso e o aparelho celular da vítima foi encontrado destruído dentro da casa. Os indícios apontavam para uma intensa luta corporal antes da execução”, relatou.
Suspeito mentiu em depoimento
A investigação reconstruiu os últimos momentos de Dione Tavares. Na noite anterior ao crime, o agricultor bebia em casa com o investigado e mais duas pessoas. O suspeito continuou no local durante a madrugada, período estimado para a morte.
Em interrogatório na última quarta-feira (10), o jovem alegou que saiu no início da noite, mas depoimentos de testemunhas atestaram que ele ficou sozinho com a vítima na madrugada do crime.
Familiares do investigado também relataram à Polícia Civil que o jovem admitiu o assassinato em conversas logo após o ocorrido. Além disso, as buscas apontaram que o suspeito fugiu da região logo depois do crime e não foi localizado no endereço onde costumava ficar.
“Reconstruímos toda a cronologia dos fatos, confrontamos depoimentos, analisamos as inconsistências apresentadas pelo investigado e reunimos testemunhos importantes que permitiram esclarecer a autoria do crime", finalizou o delegado.
A polícia aguarda a conclusão dos laudos periciais solicitados ao Instituto de Criminalística e ao Instituto de Medicina Legal (IML), além da realização de três depoimentos complementares para enviar o inquérito ao Poder Judiciário e ao Ministério Público (MP) de Roraima.
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