Pesquisador da UFRR relata 'madrugada de terror' em Caracas durante ataque dos EUA e captura de Maduro

  • 03/01/2026
(Foto: Reprodução)
Impacto da captura de Maduro pelo governo Trump na fronteira do Brasil com a Venezuela O pesquisador Adrián Padilla, de 68 anos, do Grupo de Estudo Interdisciplinar sobre Fronteiras (Geifron), da Universidade Federal de Roraima (UFRR), viveu uma madrugada de "medo e tensão" em Caracas durante o ataque conduzido pelos Estados Unidos à capital da Venezuela. Venezuelano, ele estava no país para visitar a família nas festas de fim de ano quando o ataque aconteceu. Entenda: Os Estados Unidos lançaram um ataque militar de grande escala contra a Venezuela com explosões em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. A esposa de Maduro, Cilia Flores, também foi capturada por Trump. Professor universitário aposentado e morador de Boa Vista desde 2019, Adrián afirmou que os ataques duraram cerca de 30 minutos e atingiram pontos estratégicos e áreas densamente povoadas. Entre os alvos estavam instalações militares em Caracas e em estados vizinhos Os filhos do professor moram em frente a uma instalação militar. Eles estavam no apartamento no momento do ataque, junto com o neto do pesquisador de oito anos que é autista. “Foi terrorífico. Você não espera que algo assim aconteça em uma capital como Caracas, uma cidade grande, importante. Foi muito assustador. Uma madrugada de terror”, relatou. Professor Adrián Padilla, de 68 anos, estava em Caracas durante os ataques dos EUA Reprodução Apesar de ninguém da família ter ficado ferido, o professor conta que os efeitos do ataque atingiram diretamente civis da região. Um vizinho, que havia levado o pai doente para passar o réveillon em casa, morreu durante a madrugada. O homem sofreu um infarto em meio ao pânico causado pelas explosões. “Não estava no epicentro do ataque, mas morreu como efeito colateral. Isso mostra como a população civil é afetada”, afirmou. Apagões e falhas na comunicação Explosão em Caracas, em 3 de janeiro de 2026 Reuters Além dos bombardeios, a madrugada foi marcada por apagões e falhas de comunicação. Houve corte de energia elétrica em partes da cidade, deixando moradores sem internet e sem telefone. Ao amanhecer, o professor saiu às ruas e encontrou um clima de forte tensão e incerteza. "Comércios abriram aos poucos, enquanto moradores buscavam comprar alimentos para se preparar para o que poderia vir a seguir", disse. Mesmo em meio ao medo, não houve manifestações populares de apoio à ofensiva estrangeira. Ele relata que o sentimento predominante era de rejeição à intervenção externa, independentemente das posições políticas internas. “As pessoas comuns, a sociedade civil, não estavam apoiando isso. Mesmo quem critica o governo não aceita uma intervenção estrangeira”, disse. Para ele, o episódio representa uma grave violação de princípios históricos do direito internacional e da soberania nacional. “O que está acontecendo é uma violação de uma tradição construída nos últimos 80 anos do direito internacional. Depois da Segunda Guerra Mundial se estabeleceu um conjunto de leis e acordos para garantir a convivência pacífica entre os povos, baseada no princípio da soberania e da autodeterminação dos Estados", afirmou. Explosões em Caracas Militares do Exército na fronteira do Brasil com a Venezuela no dia 3 de janeiro de 2026 Nalu Cardoso/g1 RR Na madrugada, uma série de explosões atingiu Caracas. Segundo a Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em um intervalo de cerca de 30 minutos. Moradores relataram tremores, barulho de aeronaves voando em baixa altitude e correria nas ruas. Parte da capital ficou sem energia elétrica, principalmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, no sul da cidade. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aeronaves sobrevoando Caracas. Após o início dos ataques, o governo venezuelano divulgou um comunicado afirmando que o país estava sob "agressão militar" e decretou estado de emergência. Ainda no texto, a Venezuela disse que convocou todas as forças sociais e políticas a ativar planos de mobilização. A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse não saber onde Maduro está e exigiu uma prova de vida do governo americano. *Com colaboração de Déborah Nascimento, da Rede Amazônica Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

FONTE: https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/01/03/pesquisador-da-ufrr-relata-madrugada-de-terror-em-caracas-durante-ataque-dos-eua-e-captura-de-maduro.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Top 5

top1
1. Raridade

Anderson Freire

top2
2. Advogado Fiel

Bruna Karla

top3
3. Casa do pai

Aline Barros

top4
4. Acalma o meu coração

Anderson Freire

top5
5. Ressuscita-me

Aline Barros

Anunciantes