Irmãos são denunciados por movimentar R$ 77 milhões do tráfico e lavar dinheiro até com churrascarias

  • 22/05/2026
(Foto: Reprodução)
Mãe, filha e genro são presos em operação contra tráfico e lavagem de dinheiro em churrasc Os irmãos Nereu Douglas Fialho de Melo e Gabriel Fialho de Melo foram denunciados à Justiça por liderarem um esquema de venda de drogas e usar empresas, incluindo churrascarias em Boa Vista, para movimentar dinheiro do crime tráfico. Além deles, outros 10 investigados foram denunciados. A acusação é do Ministério Público (MP) de Roraima. A reportagem tem localizar a defesa dos alvos da denúncia. Veja a lista de todos os denunciados e os crimes atribuídos a cada um no processo: Nereu Douglas Fialho de Melo, de 36 anos, empresário do ramo de churrascaria: Tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Gabriel Fialho de Melo, de 30 anos, empresário do ramo de supermercados: Tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Tamyris da Silva Liberato dos Santos (esposa de Gabriel), de 31 anos, empresária que atua no ramo de representação comercial: Tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Roseli da Silva Santos Simão, (mãe de Tamyris, sogra de Gabriel), 50 anos, agência de viagens: Organização criminosa e lavagem de dinheiro. Fernando Alonso de Sousa, piloto conhecido como "Camarão", de 38 anos: Tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Washington Borges Carvalho, 43, articulador financeiro e executor direto do transporte de drogas: Associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Geraldo Rocklanny Pereira Lima, 39, operador de pista: Organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ana Christina Pereira Dutra, estudante (namorada de Nereu): Organização criminosa e lavagem de dinheiro. Matheus Rodrigues de Andrade, 27, autônomo: Organização criminosa e lavagem de dinheiro. Edgar Felipe Rodrigues, 37, operador logístico: Organização criminosa e lavagem de dinheiro. Andrews Pessoa Rabelo, 20, conhecido como "Jabá", piloto de aeronaves: Organização criminosa. Ataniel Borges Gomes: Organização criminosa. Conforme a denúncia do MP, o grupo movimentou aproximadamente R$ 77,8 milhões por meio de empresas de fachada e atuava de forma estruturada e permanente, ao menos desde 2024, com divisão de tarefas e atuação voltada ao tráfico de drogas e à ocultação de valores ilícitos. A investigação foi resultado da Operação Geminus, da Polícia Civil. As investigações apontam que a organização criminosa era liderada pelos irmãos Nereu e Gabriel, responsáveis pela coordenação das operações, articulação dos integrantes, disponibilização de imóveis, veículos e recursos financeiros, além da movimentação e ocultação de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Na denúncia, o MP pediu que eles sejam condenados pelos crimes crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme a participação atribuída a cada investigado. Autor da denúncia, o promotor de Justiça Carlos Alberto Melotto destacou que a ação na Justiça faz parte do enfrentamento ao crime organizado. "Os elementos reunidos nas investigações apontam para uma organização criminosa muito bem estruturada. O MP busca justamente romper essa cadeia criminosa uma vez que a responsabilização dos envolvidos é fundamental para desarticular e impedir a continuidade das atividades ilícitas”, ressaltou. Imóvel de alto padrão para esconder drogas Operação da Polícia Civil prende casal e bloqueia até R$ 77 milhões de grupo suspeito de tráfico em Roraima Divulgação O grupo, segundo o MP, usava um imóvel de alto padrão no bairro Caranã como depósito de drogas. No local, a Polícia Civil apreendeu aproximadamente 270 quilos de skunk, distribuídos em 260 tabletes. A droga estava escondida em meio a sacos de estopa e estrume bovino, estratégia utilizada para disfarçar o cheiro. As investigações indicam ainda que a droga era transportada por via aérea até pistas clandestinas em Roraima. A partir daí, integrantes do grupo realizavam o armazenamento, transporte e distribuição da carga ilícita. Conversas extraídas de aparelhos celulares, movimentações financeiras, relatórios telemáticos e apreensões da Polícia Civil embasaram a denúncia apresentada pelo MP. A movimentação milionário dos investigados ocorria por meio de empresas de fachada, contas de terceiros, transferências fracionadas e aquisição de bens em nome de pessoas interpostas, com o objetivo de ocultar a origem dos recursos ilícitos. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

FONTE: https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/05/22/irmaos-sao-denunciados-por-movimentar-r-77-milhoes-do-trafico-e-lavar-dinheiro-ate-com-churrascarias.ghtml


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