Exército abre 1º dia de atendimento a venezuelanos após queda do ditador Nicolas Maduro

  • 05/01/2026
(Foto: Reprodução)
Brasil se prepara para um possível aumento da migração venezuelana O Exército reabriu na manhã desta segunda-feira (5) os atendimentos no posto de triagem da Operação Acolhida, em Pacaraima, no Norte de Roraima, na fronteira com a Venezuela. O controle migratório na Polícia Federal também voltou a funcionar. Este é o primeiro dia de atendimento no posto de triagem do Exército, dentro da Operação Acolhida, após a queda do ditador Nicolás Maduro em ofensiva dos Estados Unidos (EUA). 🔎 A Operação Acolhida foi criada em 2018 pelo governo federal para atender venezuelanos que entram no Brasil. O trabalho é comandado pelo Exército e conta com trabalho de instituições civis. A iniciativa envolve o ordenamento da fronteira, o atendimento humanitário a migrantes, com serviços como triagem, vacinação e regularização migratória, além do encaminhamento de estrangeiros para abrigos em Boa Vista e outras cidades do país. Ao longo do dia, a movimentação será monitorada para avaliar se haverá aumento no fluxo de migrantes venezuelanos até às 9h (horário local) o movimento era tranquilo e não havia longas filas, como em outras datas. Em entrevista à imprensa, o general da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, Roberto Pereira Angrizani, disse que o movimento atual na fronteira do Brasil com a Venezuela está dentro do esperado. "Nesse momento, como o fluxo manteve-se estável, não há necessidade reforço. Obviamente, nós redobramos a nossa atenção aqui nesse local, um monitoramento maior, a presença mais constante da nossa tropa, um patrulhamento mais constante durante o dia. Mas, em termos de efetivo, não temos hoje 129 militares aqui nessa região, aqui no nosso PEF [Pelotão Especial de Fronteira]. Obviamente, temos tropas em Boa Vista em condições de reforçar se houver necessidade, mas até agora, não sentimos essa necessidade", disse. LEIA TAMBÉM: Porta de entrada: O que mudou na rotina de cidade brasileira na fronteira com a Venezuela De motorista de ônibus a líder autoritário: como Nicolás Maduro se manteve 12 anos no poder Busca por emprego, educação e saúde: o raio X da migração venezuelana para o Brasil Após a captura de Nicolás Maduro e o fechamento da fronteira com o Brasil por algumas horas, a Operação Acolhida informou, no último sábado, que a situação na fronteira em Pacaraima, no Norte de Roraima, permanecia estável. Em vídeo, o operação disse estar "preparada para cenários de aumento do fluxo migratório. As equipes seguem atuando de forma permanente, acompanhando o movimento e garantindo o ordenamento da fronteira e a segurança da população roraimense". Movimento de migrantes na fronteira do Brasil com a Venezuela no primeiro dia de atendimento após captura de Maduro Ailton Alves/Rede Amazônica 'Chegamos ao Brasil em busca de melhoria' Logo cedo, um dos migrantes que aguardava para ser atendido era o Orlando Galanches. Ele disse ter recebido com surpresa a notícia do ataque ocorrido na Venezuela e espera que a situação no país seja resolvida por meio do diálogo. “Chegamos ao Brasil em busca de melhoria de vida e de uma oportunidade de trabalho. A situação na Venezuela está muito difícil. Tenho família lá e a intenção é conseguir emprego para poder ajudá-los”, disse. Orlando Galanches na espera por atendimento no posto da operação Acolhida Ailton Alves/Rede Amazônica Segundo ele, familiares e conhecidos viveram momentos de tensão após o ataque. “Temos conhecidos que estavam na região e passaram a noite muito tensos. Algumas pessoas precisaram deixar onde estavam, mas depois a situação foi se acalmando. Agora, todos aguardam novas informações para saber o que vai acontecer”, relatou. 'Algum dia penso em voltar' Joelis Marpan busca um trabalho no Brasil Ailton Alves/Rede Amazônica Joelis Marpan, migrante venezuelana que chegou ao Brasil nesta segunda com os filhos, disse que deixou o país devido à crise econômica e que a expectativa é conseguir trabalho para oferecer melhores condições de vida à família. Ela afirmou que saiu de Caracas antes do agravamento da tensão envolvendo os Estados Unidos e só soube da situação durante a viagem. "Espero conseguir um emprego para dar uma vida melhor aos meus filhos. A situação na Venezuela está muito difícil. Algum dia penso em voltar, mas agora não. Para isso, o país precisa mudar”, afirmou. Cerca de 200 agentes das Forças Armadas atuam na região. Em todo o estado de Roraima, são aproximadamente 2 mil militares. Na região da Amazônia, o efetivo chega a 10 mil agentes. Criada em 2018, a Operação Acolhida é uma resposta humanitária ao intenso fluxo migratório de venezuelanos na fronteira entre os dois países e tem como objetivo garantir atendimento a refugiados e migrantes. Entenda: Pacaraima é a cidade brasileira que faz fronteira direta com a Venezuela. Lá, é o primeiro território nacional a sentir os reflexos da crise política, econômica e humanitária venezuelana. Desde 2015, foram mais de 1,1 milhão de migrantes que entraram no Brasil pela cidade. Veja fotos desta segunda em Pacaraima: Fronteira do Brasil com a Venezuela, 5 de janeiro de 2026 Rede Amazônica Migrantes aguradam no posto de acolhida do Exército em Pacaraima, no Norte de Roraima Ailton Alves/Rede Amazônica Controle migratório na Polícia Federal, em Pacaraima, também voltou a funcionar nesta segunda (5) Ailton Alves/Rede Amazônica Movimento de migrantes venezuelanos em Pacaraima na manhã do dia 5 de janeiro de 2026 Rony Alcântara/Rede Amazônica Infográfico - Fronteira do Brasil com a Venezuela Arte/g1 Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

FONTE: https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/01/05/exercito-abre-1o-dia-de-atendimento-a-venezuelanos-apos-queda-do-ditador-nicolas-maduro.ghtml


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